Batizado de Holey Optochip, ele consiste basicamente em um microchip com
48 perfurações no silício que servem para que a luz percorra as
terminações e possibilite o tráfego de dados. As perfurações convivem
com os transistores tradicionais no silício, fabricado da mesma maneira
que o mais rústico microchip do seu celular.As perfurações sozinhas não fazem mágica. É necessário uma rede de emissores de lasers e sensores fotossensíveis nas duas pontas dos 48 furos. Assim, quando o laser é emitido, ele encontra um sensor e isso altera e define a posição de um circuito, criando, em resumo, um chip de 48 canais – descontando-se aí a parte “tradicional”, baseada em corrente elétrica.
Cada canal, ou furo, pode chegar a uma banda de 20 Gbps, que para chips óticos não chega a ser algo tão empolgante assim (já foi possível transmitir dados oticamente a 4 Tbps, cruzando o Atlântico Norte). O que vale colocar em perspectiva é que a solução da IBM é muito mais eficiente energeticamente e tem a vantagem de poder ser fabricada com a tecnologia atual. O processo de manufatura é de 90 nm, razoavelmente dominado pela indústria.
Isso significa que chips assim podem aparecer no seu computador (tablet, smartphone e etc) em questão de dois ou três anos. O Holey Optochip da IBM se mostrou fácil de produzir, razoavelmente barato e muito mais eficiente do que as soluções tradicionais baseadas em fiações de cobre no silício. A IBM estima que ele esteja nos supercomputadores da próxima geração.
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